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Rapidinhas

Bem estamos perto das indicações do EMMY (17 de Julho), e não sei se sabem, mas sou viciado em séries, então assim como vários blogs, eu também terei meu prêmio particular para elas (ano passado teve sobre Cinema), porém só vou fazer isso quando estiver próximo a premiação do EMMY, pois ainda tenho que me atualizar em algumas séries.

No meu outro blog sobre o EMMY, eu e o Fabio estamos comentando sobre os possíveis indicados desse ano, sobre suas submissões e sobre os tops em geral, passem lá: www.emmybuzz.wordpress.com

E por falar em séries e tops, o Vinícius já fez um top 10 de suas séries de comédia desse ano , passem lá para conferir: www.blogdovinicius.wordpress.com

Por enquanto é só isso.

O SONHO DE CASSANDRA

Sinopse: Ian (Ewan McGregor) e Terry (Colin Farrell) são irmãos que decidem comprar o barco “Cassandra’s Dream”, apesar dos problemas financeiros que ambos atravessam. Terry trabalha em uma oficina, mas é viciado no jogo e sempre está às voltas com novas dívidas. Já Ian trabalha no restaurante do pai (John Benfield), mas sonha em largar o negócio para alçar vôos mais altos. Ambos moram com os pais, com a família sendo auxiliada financeiramente pelo tio Howard (Tom Wilkinson). Um dia Howard aparece para uma visita, o que anima Ian e Terry. Eles pretendem pedir dinheiro ao tio, para que possam realizar os sonhos que têm para suas vidas. Howard aceita ajudá-los, mas o que exige em troca muda para sempre a vida dos irmãos. (adorocinema.com.br)

O peso na consciência pode ser, talvez, o único meio de nos impedir de cometer atos bárbaros, pois quando os cometemos a tendência é o peso aumentar cada vez mais, até não conseguirmos mais carregá-lo. Partindo dessa premissa, Woody Allen filme seu novo “crime e castigo”, o terceiro filme uma suposta trilogia.

O Sonho de Cassandra nos apresenta personagens que não conseguem controlar seus destinos, é tudo culpa do acaso, porém eles acreditam que não há escolhas para certos atos, mas sempre há. E é por essa tal falta de escolha que a humanidade dos personagens principais vai se dissipando, restando no final só aquilo que eles podem suportar: a culpa.

Woody Allen filma aqui uma tragédia, os primeiros minutos é apenas o prelúdio dos três próximos atos: a necessidade, as escolhas e a culpa, sendo que essa necessidade nada mais é que um bem material, necessário, porém não definitivo.

O ato mais interessante do longa é com certeza sobre as escolhas, pois é nesse período que conhecemos as limitações e a verdade sobre cada personagem, desde o covarde até aquele que não mede esforços para atingir seus objetivos, dois grandes opostos, porém iguais em uma coisa: acreditam que não há escolha, e preferem suportar a culpa.

No final o filme tenta passar uma certa moralidade do famoso ditado: “aqui se faz, aqui se paga”, porém isso não funciona tão bem, basta lembramos que as pessoas são condenadas pelo seus atos e por suas idéias.

A FAMÍLIA SAVAGE

Sinopse: Os irmãos Savage trilharam seus caminhos tortuosos para escapar do jugo dominador do pai e agora se encontram firmemente amarrados a suas próprias vidas intrincadas. Wendy é uma esforçada dramaturga do East Village, também conhecida como trabalhadora temporária, que passa seus dias buscando doações, roubando material de escritório e namorando o vizinho casado. Jon é um professor universitário neurótico em Buffalo, autor de livros sobre assuntos obscuros. Então, recebem um telefonema informando que o pai, que sempre temeram e evitaram, Lenny Savage está sendo consumido lentamente pela demência, e que eles são os únicos que podem ajudar. (Cine Players)

As relações familiares são sempre uma constante no cinema. Muitas vezes ela é retratada de forma cínica e triste, levando para tela as mágoas passadas do diretor ou roteirista.

A Família Savage segue essa linha de filmes, tem um roteiro intimista, escancarando na tela a vida de alguém. Fazendo assim uma trama de certo modo triste, mas extremamente contemplativa.

Há um certo crescimento nos personagens, isso acontece assim que recebem um grande baque: o começo da demência do pai. E a partir do momento que eles começam a cuidar do velho, há uma reflexão da vida deles sobre o momento que estão vivendo. É como se fosse um grande espelho, em que você vê o que está errado em sua vida, mas você apenas observa e não faz nada para mudar.

A mudança só chega quando os personagens estão fartos de serem eles mesmos, e começam a criar planos e expectativas para o futuro, sem se preocupar quando esse futuro vai chegar. Então ações se tornam mais importantes que a espera.

O grande desenvolvimento dos personagens é mais explicito quando eles precisam lidar com a morte, ela se torna mais fácil de encarar, quando não se pode fazer mais nada, porém quando ainda há chances de lutar contra ela, os personagens se desprendem de seus problemas e percebem que ainda há chances no mundo, mesmo que esse mesmo mundo os rejeitem.

Tamara Jenkis, diretora e roteirista do filme, entende que em drama é necessário mostrar os defeitos e qualidades de cada um, mesmo que os defeitos sejam maiores, porém é isso que faz de A Família Savage um filme especial: o crescimento dos personagens é proporcional à diminuição dos defeitos, assim todos são humanos de verdade, e não fantoches recitando palavras que fizeram parte da vida da diretora.

Em DVD: As Pontes de Madison

Sinopse: Após a morte de sua mãe, dois irmãos se reencontram e, através de cartas, descobrem um caso que sua mãe teve há vários anos com um fotógrafo da National Geographic, quando ambos haviam viajado com o pai. Ao invés de condenarem a mãe, eles tentam entender sua atitude, refletindo sobre os seus próprios casamentos. Indicado ao Oscar de Melhor Atriz, para Meryl Streep. (Cine Players)

As Pontes de Madison é um filme cruel. Ele nos apresenta um romance onde duas pessoas não podem ficar juntas, mas mesmo assim ele nos mostra quatro dias do que poderia ser uma vida inteira.

Clint Eastwood (Menina de Ouro) filma aqui seu melhor filme, sem apelar para maniqueísmos do roteiro, muito menos para reviravoltas, tudo é real e cru, sem se levar para o piegas ou se aproveitar de clichês típicos do gênero. O que Clint mostra aqui é o que o amor representa na vida da pessoa, assim como junto com o amor outros sentimentos surgem, como o egoísmo e a frustração. O que escolher: um suposto amor verdadeiro, ou a moralidade?

Há sentimentos que podem ser tratados como doenças, porém há alguns que são incuráveis, como o arrependimento, que seria como uma doença crônica, você consegue viver com ela até certo ponto de sua vida, mas chega uma hora que ela te leva embora, e é isso que Francesca (Meryl Streep, fantástica) sofre após seus quatro dias de amor perfeito.

Como disse no começo, As Pontes de Madison é cruel, pois deixa duas escolhas em aberto, mas ao escolher qualquer uma das duas a infelicidade e arrependimento apareceriam, então só resta uma escolha: ficar com o que é certo, porém descobrir esse “certo” pode ser angustiante.

Em DVD: Mestre dos Mares

Sinopse: O navio comandado pelo experiente Capitão Jack Aubrey (Russell Crowe) é caçado por um novo e feroz navio francês, com o único intuito de eliminar a embarcação do consagrado Capitão. Com o orgulho ferido após uma batalha, Jack passa a ser o perseguidor do navio francês, claramente superior. (Cine Players)

Peter Weir (O Show de Truman) filma aqui o seu épico e justamente seu filme mais subestimado. Mestre dos Mares foi lançado na época de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, terceiro filme da trilogia de Peter Jackson, então já era de se esperar o pouco que se fez em bilheteria, porém muitos que assistiram na época não gostaram do filme, ou melhor, comparavam o filme de Jackson com o de Weir, julgando qualidades em um e a falta dessas no outro. Claro que essa comparação é injusta, não digo com relação a qualidade, mas sim com o impacto com que a Trilogia do Anel gerou, pois qualquer épico dessa geração se torna pequeno perto dos três filmes, por isso devemos nos focar em um filme, sem fazer comparações.

Mestre dos Mares é um filme de aventura em estado puro, pois do começo ao fim vemos uma caçada entre dois navios, que parece sem fim. Peter Weir tem, talvez, sua melhor direção nesse filme, pois além de filmar o navio com uma maestria ímpar, ele consegue transformar o roteiro tradicional em algo realmente digno de nota, principalmente ao decidir esconder o navio inimigo, só mostrando-o sob neblina e pelas lunetas.

A parte técnica do filme é extremamente eficaz, principalmente sua fotografia que beira o genial: ela não rouba as atenções para si, basta notar a mudança de tom nas imagens no mar e em terra seca. Mas o maior destaque técnico do filme é sua edição de som, combinando trilha sonora, com sons de tiros de canhões, além é claro do barulho do mar, que se torna um dos personagens do filme.

E por falar em personagens, Mestre dos Mares não nos apresenta nenhum especialmente memorável, mas é notável ressaltar as ótimas atuações de Russel Crowe e Paul Bettany, ambos em papéis que poderiam ser facilmente estereotipados, mas que conseguem dar uma nova dimensão a cada um deles.

Mestre dos Mares é o que o cérebro de Hollywood pode nos oferecer, é um filme sem pretensões que bate de frente com grandes blockbusters, mas que ao mesmo tempo não tem a imbecilidade dos mesmos, tudo graças a direção de Peter Weir e sua decisão de se concentrar na aventura e não em gêneros paralelos (comédia, romance…).

Para aqueles que julgaram o filme na época de seu lançamento, seria interessante uma revisão nos dias de hoje, sem nada épico para competir.

Fim dos Tempos - Como Explicar o Fim do Mundo

M. Night Shyamalan se tornou o cineasta “ame ou odeie”. A mídia o transformou em gênio prodígio após O Sexto Sentido, e essa mesma mídia (críticos também) o transformou em egocêntrico, principalmente após o filme A dama na água.

Bem, depois de tantas brigas com distribuidoras de filmes, com críticas negativas, etc, Shyamalan retorna ao gênero que o consagrou, o suspense, com um argumento extremamente eficaz, mas infelizmente só no papel e no trailer.

Já vou logo dizendo que adoro os cinco filmes anteriores do diretor/roteirista, sendo A Vila o meu favorito, então de certo modo tinha esperanças com relação a esse.

Shyamalan é um ótimo diretor, cria quadros e cenas memoráveis, todas as mortes são muito bem filmadas, e o clima do filme é o que os trailers, cartazes, e meios de divulgação nos mostraram: o suspense, claro que há a ajuda de James Newton Howard com uma ótima trilha sonora. Porém, há falhas no filme, pois como disse Shyamalan é um ótimo diretor, mas nem tão bom roteirista, pois apela para diálogos vergonhosos e situações estranhas para um suposto fim do mundo, pois discutir a relação no meio de um ataque, ou do clímax do filme é algo que possivelmente ninguém faria, nem mesmo num ambiente tão fantasioso que o diretor criou. Outro ponto negativo são as atuações, Zooey Deschanel com cara de louca o filme inteiro e Mark Wahlberg com apenas uma expressão, mas temos uma atuação memorável de Betty Buckley, que apesar de aparecer pouco já uma das melhores coadjuvantes do ano, e ainda contribui para o clímax máximo do filme.

Claro que nem tudo foi negativo, como disse a direção e a trilha sonora do filme são ótimas, mas o que mais impressiona é a abordagem para o tal evento, em nenhum momento há explicação para o inexplicável, apenas TEORIAS, e em nenhum momento há nenhuma menção a ira divina ou algo relacionado a religião.

Ah e o fim do filme segue a linha de A dama na água, sem grandes reviravoltas, mas totalmente de acordo com o resto do filme.

EDITADO: Se encararmos o filme como um filme B, sem pretensão nenhuma, acho que a nota poderia aumentar (7,5/10), pois tem todos os atributos desses tipos de filme, atuações ruins, roteiro que se perde no meio da história, mas as mortes e as consequencias são ótimas.

Veredicto: 6,5/10

Primeiras Impressões - Swingtown

Swingtown é a nova série da CBS, um canal de Tv aberta, e como muitos sabem, sem a permissão de passar imagens eróticas, sexo e drogas.

Bem, apesar do tema polêmico, Swingtown não possui apelo (pelo menos no episódio piloto) com seu tema principal: troca de casais. Esse apelo não funciona, pois o tema por ser polêmico necessita da quebra de tabus, é necessário mostrar o ato do sexo, é necessário mostrar a satisfação, ou não, ao fazer parte de um movimento novo (o  swing) e o mais importante: é necessário ter uma história por trás das insinuações de sexo, porque se o tema da série é apenas trocas de casais e o sexo fica só na sugestão, não dou mais de 6 meses para cair a audiência e a série ser cancelada, já que não há nada para segurar o telespectador no sofá: falta ousadia, e com a falta de ousadia, é necessário de uma história, mas ela não existe, então o mais claro é que a história e a ousadia fiquem na sugestão, sendo assim não é necessário a série, apenas nossa imaginação.

NOVO BLOG - EMMY

Sei que sumi um pouco, mas é que a vida real clama por atenção, mas prometo que vou trazer o blog a ativa, porém nesse meio tempo o Fabio Locke criou um BLOG para discutir sobre o EMMY desse ano, e fui convidado para ser um dos editores, e como premiação é algo que gosto muito resolvi participar. Então espero a visita de vocês lá, vamos discutir as fitas dos atores, além das chances segundo os sites gringos e etc.

O endereço do blog é: http://emmybuzz.wordpress.com

O que andei assistindo!

1ª Temporada de Boston Legal - Tem um dos textos mais brilhantes da TV, com um elenco afiadíssimo. Com certeza uma série subestimada pelo público, pois não é mais uma série sobre advogados, mas sim uma série sobre o “estranho” e como as pessoas em geral convivem com isso. David E. Kelly é um ótimo roteirista (escreveu todos os episódios dessa temporada), pena que ele odeie tanto seus coadjuantes, mas a série é de: James Spader, William Shatner e Candice Bergen.

Episódio 13 de 30 Rock (Succession) - Homenagens a Amadeus e Na Montanha dos Gorilas, referência à Project Runway e um médico aplicando um placebo em um paciente em coma. É até as piadas com tapa na cara foram engraçadas. Ótimo.

Episódio 11 de The Office (Night Out) - Fiquei com dó e com vergonha de Toby. O amigo hobbit do Ryan e as investidas de Michael foram pontos interessantes do episódio, que foi apenas bom.

Episódio 9 de Lost (The Shape of Things to Come) - Episódios centrados no Ben são sempre interessantes, e nesse aconteceu algo que muitos precisam: respostas (teve perguntas também, mas já nos acostumamos com isso). Além de um Michael Emerson impecável em sua atuação.

O Nonsense

Séries de comédia, hoje em dia tem várias, mesmo que não nos façam rir, mas elas existem. Vejamos, hoje temos 30 Rock e The Office, para mim as duas obras-primas do gênero nos dias de hoje, ainda existe How I Met Your Mother, Entourage, Two and a Half Men e The New Adventures of Old Christine, além das dramédias Weeds, Desperate Housewives e Boston Legal (para mim é), ainda temos as de Tv a cabo americana, como Entourage, Curb Your Enthusiasm e It’s Always Sunny in Philadelphia. Opa agora cheguei aonde queria, It’s Always Sunny in Philadelphia? Sim, uma série da FX americana (a mesma das fantásticas The Riches, The Shield e Damages), que aposta no humor nonsense, uma mistura de 30 Rock e The Office, claro que é só o tipo de humor, pois a premissa das três são diferentes.

A série conta a história de quatro amigos, todas as suas aventuras e desventuras, tudo isso tendo como cenário o bar em que eles são donos e trabalham.
Ela foi criada  pelos três amigos Charlie Day, Glenn Howerton e Rob McElhenney, que além dos criadores, são os atores e roteiristas do seriado, os três fazem os amigos, além da bela e ótima Kaitlin Olson, que só é creditada como atriz.
O tipo de humor da série é o politicamente incorreto, eles brincam com câncer, aborto, pessoas idosas, nazismo, morte, homossexualidade, etc, ou seja, para assistir a série é necessário aceitar esse universo bem incorreto e nonsense, pois se não aceitarem vão achar a série apenas “idiota” tentando passar idéias preconceituosas e estúpidas, e claro que não é isso a intenção dela, que é apenas ser engraçada.

Bem, assisti apenas a primeira temporada, e já me considero fã, estou ansioso para ver a segunda que tem a adição de Danny DeVitto ao elenco, o que só pode ser bom, mas deixo esse post como um dica, pois às vezes faz falta um riso em nossas vidas, e os 20 minutos de cada episódio valem a pena e muito.